terça-feira, 17 de maio de 2011

O buraco é bem mais embaixo.

  Noutro dia, a seguinte piada correu entre os usuários ludovicenses do Facebook: "-Se jogassem uma bomba em São Luís seria um favor, pelo menos só teria um buraco para desviar!". A situação seria cômica se não fosse trágica- tamanha a problemática instaurada na cidade que é considerada "patrimônio histórico da humanidade", título de orgulho da governadora Roseana Sarney. Movimentos como "Fora João CAOstelo" circulam nas redes sociais em tentativa de represália ao atual mandato do prefeito João Castelo- que parece ser surdo, mudo e cego, com todo respeito aos possuidores dessas deficiências.
  A mídia local faz matérias nos mais diversos pontos da cidade, constatando sempre a mesma temática: A buraqueira de São Luís. Lentidão no trânsito, reclamações dos motoristas, imprudência, acidentes. Essas são algumas da consequências visíveis (pois sim, existem aquelas que não nos damos conta) para aqueles que se aventuram no tráfego do "patrimônio". Tornou-se insuportável e, ao mesmo tempo, atitude heroica conseguir transitar nas ruas da capital maranhense.
  Consideremos então. Esta certo que é época de chuva e que realmente é bem difícil fazer obras com os dilúvios que vem ocorrendo, mas isso não é desculpa. Não se pode aceitar o descaso que atual prefeito tem mostrado para com a população. Parece que João Castelo pouco se importa com a cidade que lhe elegeu prefeito e poucos, ainda, são os movimentos rebeldes (sim, devem ser movimentos rebeldes) contra o seu mandato. Faltam aos cidadãos desta cidade, não o sentimento de revolta, pois este é evidente em toda a população, mas uma certa organização para fazer um protesto digno. Não basta jogar na rede se o "planejamento" não funciona sem uma ação.
  É interessante perceber, que sempre que Castelo esta no poder há uma reivindicação social. Em 1979, ocorreu a famosa greve da meia passagem aqui em São Luís, agora busca-se a melhoria das vias públicas, para que estas se tornem no mínimo trafegáveis. Resta saber, se o atual prefeito mandará a polícia- defensora dos cidadãos- bater, torturar e quiçá matar aqueles que, por ventura, tomarem as ruas próximas à sede da prefeitura; que por ventura, se organizarem e lutarem por melhores ruas e avenidas. É fato que esta situação não gerará um BURACO doloroso- como o da imagem- nos dentes de qualquer um, mas com certeza uma dolorosa dor de cabeça.
  Resolve essa "CAOstelo". Resolve logo. Até mais. Até Breve.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O elefante branco, "verde e amarelo".

Já no ano de 2007 se comemorava a “a copa 2014”. O Brasil, país que mais vezes faturou o caneco, fora escolhido a sede do evento. Emoção nacional, festas nas ruas, saudosismo de um tempo que já se passou (1950). Esse era o estado da população brasileira naquele outubro de 2007.
A situação, porém, tornou-se bem diferente.  É evidente o imenso atraso canarinho, e notória a preocupação de todos, ou quase todos.  Cada vez mais, a FIFA tenta acelerar e impor o desenvolvimento brasileiro no que tange o ideal de copa do mundo. Através de cartas, notas e sanções, a entidade normatiza e mostra o caminho a se seguir. O problema é que se não for do jeito deles, “não presta”. Não é algo a se reclamar, é o trabalho da maior instituição de futebol do mundo. Haveria de ser assim.
Voltando ao Brasil, próxima sede de uma copa do mundo, é bem verdade que ainda se está longe das habilitações necessárias para sediar evento de tamanha grandeza. Falta transporte adequado (aeroportos, ferrovias, rodovias). Faltam estádios com capacidade e tecnologia necessária. Falta segurança. Quase tudo. Mais fácil seria falar o que existe aqui, que na verdade é apenas a população; a apaixonada torcida.
O governo brasileiro diz que tudo estará pronto em 2014, com todos os atributos, e que esta, será a melhor copa já vista. A utopia chega a ser empolgante, mas os meios para se conseguir isso fazem qualquer um se entristecer. Pensemos a respeito: são 12 capitais-sede e, portanto, haverá jogos nessas cidades.  O que não se vê é que a construção de um novo estádio em Manaus-AM, Cuiabá-MT e Brasília-DF – 3 cidades sedes-, por exemplo, acarretará o que se conhece hoje por “elefante branco” (neste caso, quando grandes estádios entram em desuso). Isso acontece porque nesses três estados quase não existe futebol, poucos ou nenhum são os clubes do Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal que já jogaram um campeonato de alto nível. É um investimento em que o custo-benefício é quase apenas custo, já que os jogos dessas cidades não serão os do Brasil, serão de países que o próprio torcedor - o brasileiro- não verá jogar.
Números exorbitantes são falados, e cada vez mais alterados (pra cima, é claro). Não se sabe ao certo quanto será gasto e em meio a tantas outras problemáticas (saúde, educação, segurança pública) parece que todo o dinheiro do Tesouro Nacional será voltado a “copa do mundo Brasil 2014”. Retirada a ironia, é bem verdade que não se sabe o desfecho desta questão, mas há como prevê-la para que seja feito MUITO com POUCO- essa é a ideia. Mas, como diria o outro, "vamo pra frente". E você? qual a sua opinião acerca da copa do mundo?
Resolve essa Dilma.

Até mais. Até Breve.


nota: desculpem-me a demora nas postagens. Por vezes faltam-me temas, ou tempo. prometo ser mais assíduo.