Aconteceu na manhã desta quinta feira, 07 de abril, no Rio de Janeiro. O ex-estudante da Escola Municipal Tasso da Silveira, Wellington Menezes de Oliveira -23anos-, adentrou as dependências do referido colégio e num ato de pura insanidade, disparou tiros contra as crianças que ali estudavam. Bem vestido, trazendo na mochila uma pistola calibre 32 e outra 38, Wellington não levantaria qualquer suspeita até o ataque -era um cidadão comum.
Ao entrar na escola, como palestrante, o atirador foi reconhecido por alguns professores mas seguiu tranquilamente. Chegando na porta de uma das salas, efetuou vários disparos com até certa habilidade no manuseio do armamento, e assim deu-se o desespero generalizado. Estrondosos barulhos de tiro, crianças correndo desesperadas em busca de socorro, e professores sem saber/poder agir de alguma forma. Um dos garotos, que por sorte conseguiu fugir, acionou um policial que por ali estava. Após algum tempo, este entrou no colégio e conseguiu encurralar o delinquente, que acuado acabou por se suicidar.
Com saldo de 12 mortes e 13 feridos, sendo 20 meninas e 5 meninos, o caso poderia ser tristemente encerrado aqui. Mas pensemos agora o "além da tragédia":
Breve ficha técnica de Wellington Menezes:
Jovem de 23 anos;
APARENTEMENTE NORMAL;
Dotado de certa experiência no manuseio de armas - comprovado pelas pesquisas sobre armamento encontradas no seu computador pessoal;
Quando criança, sofria bullying na escola- o que pode ter iniciado um processo de exclusão, humilhação e mais tarde doença mental-psicológica;
Enfim, demência mais que comprovada.
Vejamos então:
Não querendo "defender o diabo", mas Wellington era mais um entre tantos jovens e adolescentes que em algum momento na vida sofreram humilhações ou foram perseguidos pelos colegas "descolados". Ele e tantos outros carregam consigo uma mágoa e amargura- incontrolável certas vezes-, que acabam gerando casos como esses. É claro que não se justificam situações deste tipo, mas vale salientar que o assassino era um doente, um serio doente que a saúde publica não deu conta de cuidar. Sofreu bullying quando criança, o que prejudicou seu desenvolvimento psicológico; não contava com uma estrutura familiar voltada ao seu ensinamento ético-moral e de valores; e talvez por ser adotado, já se sentia rejeitado desde muito tempo. Essas são possíveis justificativas sociais para tal acontecimento.
A mídia em geral só cobre o lado desumano e monstruoso desse tipo de criminoso, não se atenta ao lado "ser humano" de cada indivíduo, não sabe de sua vivência e de seus problemas pessoais; poucos são os casos que vão ao ar, em rede nacional.Quantos outros "Wellingtons" não existem Brasil afora? Poucos são os que procuram ajuda, e menos ainda os que recebem-na. É como tirar um ou uns pra cristo, martirizá-lo; persegui-lo. Caberia à União defender os Direitos Humanos, mas que direitos são esses? Onde eles estão? Onde estavam os professores, educadores, coordenadores quando este jovem, ainda menino, era ridicularizado perante toda escola?
Ficam as perguntas. E mais do que isso, a reflexão.
Quem nunca pecou, atire a segunda pedra. Até mais. Até breve.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Um dia de cão.
Olá caros leitores, essa era pra ser mais uma postagem-"crônica" acerca das minhas vivências na UFMA. Sem mais falar, não será. O(s) motivo(s)? Os inoportunos acontecimentos desta data.Comecemos então: Era pra ser mais um dia normal- casa,faculdade; faculdade,casa. Não o foi. Acordei por volta das 8:30, escovei os dentes e fui atrás do café. Nada anormal até então- apenas o fato de NÃO ter café da manhã. 'Tudo certo'(y), estou realmente acostumado ao jejum e, um cafezinho a mais outro a menos? que diferença faria? Vamos ao próximo incidente: Já era hora do almoço, quando me deparei com uma "titica"- um pedaço de merda mesmo- de passarinho bem debaixo do meu pé. Eu o havia pisado e sem me dar conta, estava andando com ele pela casa.. Melando tudo.
O almoço se fora e já era tempo de eu me deslocar para a faculdade. Trinta minutos se passaram e nada de ônibus chegar. Nesse meio tempo um carro "pisou" a enlameada poça que me cercava e melou minha perna, calção , camisa, e outras partes mais. Todo sujo, voltei pra casa, tomei outro banho e meia hora depois estava tomando o ônibus rumo a universidade; Mas espere, ainda há o ocorrido do terminal Praia Grande, espere. Esperançoso de que nada mais bizonho ocorreria em meu dia - também pudera, o que mais poderia ocorrer? essa seria uma pergunta a qual eu não queria resposta- calmamente aguardando o "Campus" chegar, uma pausa: certa incontrolável dor de barriga assombrava meu estômago e sem ter outra saída corri ao banheiro [lembre-se, era o banheiro do terminal (ecatchê)]. Terminado o serviço, com muito nojo finalmente consigo minha condução para universidade. Já era 15:00 em minha chegada e só lembrando a aula começara as 14:00. Nada demais, apenas o fato de que já tinha perdido a chamada e "prazo" de entrega da minha avaliação. Tudo errado até então. Um dia de cão.
Pensemos: ainda haveria o bambu-bar para que eu pudesse relaxar minha mente. HAVERIA. Fim de aula- muito boa por sinal- e minha caminhada até o bar parecia formidável. até que...(você leitor já deve estar cansado de tanta desgraça). Até que uma chuva repentina, uma forte chuva repentina molhou à mim e à todos meus colegas. A hora de relaxar tinha ido literalmente por água abaixo. Era portanto, a deixa para que eu voltasse para casa torcendo para que nada mais desse errado.
"Mas a vida? A vida é uma caixinha de surpresas" e como tal me preparava mais uma peripécia, MAIS UMA.Sem mencionar que o ônibus demorara muito, conto-lhes que uma mulher, uma senhora mulher, GORDA, FÉTIDA e cheia de sacolas, sentou-se ao meu lado. Justamente do meu lado imprensando-me contra a janela da condução. Agora pense, eu bem magrinho e uma mulher daquelas proporções ao meu lado. Realmente este não fora o meu melhor dia. Finalmente, cheguei em casa e espero que nenhuma dessas situações me ocorram novamente.
Por fim, àqueles que não acreditarem numa só palavra do que eu escrevi aqui, digo-lhes: "Hoje é dia da mentira, eu brinquei e você caiu; na verdade hoje é 1º de Abril"(8). Pegue seus amigos, "trotei-os", não há nada como mentir sem culpa no dia que foi designado para tal feitoria. Aos mentirosos um abraço, aos leitores dois! Até mais. Até Breve.
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