terça-feira, 22 de março de 2011

Relatos de um almoço Universitário

Restaurante Universitário.
  12:34, aquisição de quatro vales-refeição pela incrível bagatela de cinco reais. 12:36, leve caminhada ao último lugar da fila.12:42, encontro com amigos que por ali mesmo se instalam, burlando a (bem/mal)dita.
  Tudo certo. Às 12:53 entro no restaurante da universidade ao som de Chico Buarque- bem coisa de aluno universitário mesmo- e quase que raciocinando automaticamente pego uma bandeja e aguardo mais alguns segundos até minha vez. Duas colheres de arroz, duas de feijão, uma colherada e meia com iscas de carne, uma colher de batatas, saladinha e ,por fim, potássio em forma de banana. Almoço servido.
  Mais algum tempo até encontrar algum lugar disponível - tem-se que ser um tanto quanto oportunista em RU's. Achei. Sento-me de frente àquele que em minha entrada tocava Chico. Agora, faço minha refeição ao som de Tom Jobim com "Garota de Ipanema"- olhe que coisa mais linda: a MPB transborda os ouvidos de quem atenciosamente escuta.
  Pessoas das mais variadas tribos e estilos conversam sobre os mais variados assuntos - festas, trabalhos em andamento; a bebedeira da sexta anterior interpola-se com os acontecimentos do Japão e a visita do presidente americano Barack Obama. E não há nada mais importante naquele momento do que colocar o papo em dia, esquecer a aula seguinte, ou aquela que já se foi. Trata-se de uma "muvuca falastrona" que ao mesmo tempo que se entrete com o voz e violão ao vivo, empanturra-se para enfrentar a dura-leve vida de um universitário.
  Todos bem alimentados, inclusive eu. Agora é hora de uma vagarosa caminhada até os Centros Acadêmicos. Eu paro quando chegar no CCSo- Centro de Ciências Sociais. Faltam pouco mais de cinco minutos para POSSIVELMENTE começarmos a aula. Ainda caminhando percebo mais conversas aleatórias. Gente que as vezes até parece meio sem rumo, interpretadas suas feições fugitivas; espantadas; melancólicas.
  É assim, meu primeiro relato de uma refeição na UFMA. Agora já é tempo de recolher os livros, guardar o caderno que vos escrevo, tampar a caneta e aguardar pela aula. 14:05, com cinco minutos de "atraso" ela é quem entra- Joanita Mota. Meu primeiro horário é Teoria do Conhecimento ou Epistemologia do Jornalismo. Até mais. Até Breve.

sábado, 19 de março de 2011

A criação de uma carreira.

 Eduardo , 17 anos, estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão. Começo falando de fevereiro de 2010...
 Eu me sentia despreparado para o mundo e ao mesmo tempo não o entendia. Não sabia exatamente que carreira seguir e meu pai muito me influenciava a escolher o curso de Direito- por ter um leque de oportunidades e blá blá blá.. Entretanto, sempre achei que tinha mais vocação para a área de comunicação, especificamente o jornalismo. Ainda não o sei. Passou-se um bom tempo e minha cabeça enchia-se de dúvidas sobre qual curso optar: melhor morrer de fome sendo um jornalista? ou, POSSIVELMENTE, ganhar mais dinheiro como um advogado frustrado? Esta dúvida só há de ser respondida pra lá de 10 anos.
 Mais tempo passou e veio meu primeiro vestibular- o temido Exame Nacional do Ensino Médio! Incompetências a parte, o ENEM foi um sucesso. Opa, sucesso nada, incontáveis contradições, dificuldades na prova, sem contar o nervosismo natural de um vestibulando enforcado por tanta pressão. O exame se foi e a próxima etapa de uma verdadeira prova de resistência mental chegou: o SiSU. Não o comentarei pois acredito ser perda de tempo, assim como fizeram comigo.
 Até certo momento eu estava reprovado nos dois vestibulares que havia feito. Eis que surgiu uma luz... ou apenas a Lista de espera UFMA/SiSU. Ali constavam meu nome e de mais uns três ou quatro felizardos que, assim como eu, tinham reprovado até então. Felicidade geral de minha família, mas uma dúvida ainda pairava por meus pensamentos. Será este curso o que me trará possibilidade de crescer na vida, ter dinheiro e poder sustentar dignamente esposa e filhos? Acredito piamente em tal fato. Não basta ser "doutor", deve-se fazer por onde, trilhar caminhos em busca da vida que ser quer ter.
 Pois pronto. Acabo de criar um blogger cujo objetivo é identificar, ao longo do curso, a forma de evolução  a qual escrevo. Aqui serão abordadas matérias inúmeras de quaisquer áreas, sejam elas culturais, econômicas, sociais, religiosas, enfim.Trata-se de uma iniciativa minha- (dã)- com intuito simplório: percepção de Evolução, ou Regresso (espero que não).
 Agora me despeço em meu primeiro blogger-post. Espero que este e muitos outros sejam lidos e lidos novamente. Em minha busca pelo sucesso como um jornalista, não hei de medir esforços, sendo esta, uma de minhas ferramentas de divulgação pessoal-profissional. Aceitam-se sugestões, críticas construtivas e o que lhes vier à cabeça. Digo ainda, que não pretendo ser sucesso de visitas, mas para os que aqui "encostarem", divulguem-me se lhes for conveniente.

Agradecimentos especiais aos meus pais, Ana Cristina Amourim Moura e Francisco Hamiltom Silva Rodrigues. Até Breve.