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| Restaurante Universitário. |
Tudo certo. Às 12:53 entro no restaurante da universidade ao som de Chico Buarque- bem coisa de aluno universitário mesmo- e quase que raciocinando automaticamente pego uma bandeja e aguardo mais alguns segundos até minha vez. Duas colheres de arroz, duas de feijão, uma colherada e meia com iscas de carne, uma colher de batatas, saladinha e ,por fim, potássio em forma de banana. Almoço servido.
Mais algum tempo até encontrar algum lugar disponível - tem-se que ser um tanto quanto oportunista em RU's. Achei. Sento-me de frente àquele que em minha entrada tocava Chico. Agora, faço minha refeição ao som de Tom Jobim com "Garota de Ipanema"- olhe que coisa mais linda: a MPB transborda os ouvidos de quem atenciosamente escuta.
Pessoas das mais variadas tribos e estilos conversam sobre os mais variados assuntos - festas, trabalhos em andamento; a bebedeira da sexta anterior interpola-se com os acontecimentos do Japão e a visita do presidente americano Barack Obama. E não há nada mais importante naquele momento do que colocar o papo em dia, esquecer a aula seguinte, ou aquela que já se foi. Trata-se de uma "muvuca falastrona" que ao mesmo tempo que se entrete com o voz e violão ao vivo, empanturra-se para enfrentar a dura-leve vida de um universitário.
Todos bem alimentados, inclusive eu. Agora é hora de uma vagarosa caminhada até os Centros Acadêmicos. Eu paro quando chegar no CCSo- Centro de Ciências Sociais. Faltam pouco mais de cinco minutos para POSSIVELMENTE começarmos a aula. Ainda caminhando percebo mais conversas aleatórias. Gente que as vezes até parece meio sem rumo, interpretadas suas feições fugitivas; espantadas; melancólicas.
É assim, meu primeiro relato de uma refeição na UFMA. Agora já é tempo de recolher os livros, guardar o caderno que vos escrevo, tampar a caneta e aguardar pela aula. 14:05, com cinco minutos de "atraso" ela é quem entra- Joanita Mota. Meu primeiro horário é Teoria do Conhecimento ou Epistemologia do Jornalismo. Até mais. Até Breve.

